domingo, 8 de janeiro de 2012

GP e o sucesso das organizações


O Gerenciamento de Projetos ajuda as organizações a atenderem as necessidades de seus clientes padronizando tarefas rotineiras e reduzindo o número daquelas que poderiam ser esquecidas. O Gerenciamento de Projetos assegura que os recursos disponíveis são alocados da maneira mais eficiente e eficaz, permitindo aos executivos seniores a perceber “o que está acontecendo” e “para onde as coisas estão indo” dentro das organizações.

Muitas organizações ao redor do mundo, como NASA, IBM, AT&T, Siemens, Chiyoda Corporation, PricewaterhouseCoopers, Sociedade Computacional de Singapura e o Governo Estadual de Oregon (EUA), lançam mão do Gerenciamento de Projetos para desenvolver processos inovadores, planejar, organizar e controlar iniciativas estratégicas, monitorar desempenho de empreendimentos, analisar divergências significantes e prever seus impactos nos projeto e na organização.

A aplicação dos princípios de Gerenciamento de Projetos permite que os executivos seniores:

  • Estabeleçam medidas do sucesso
  • Mantenham o foco no cliente
  • Quantifiquem o valor agregado correspondente aos custos
  • Aperfeiçoem o uso dos recursos da organização
  • Incorporem princípios de qualidade
  • Coloquem planos estratégicos em marcha
  • Assegurar a atualização da empresa às demandas do mercado


O Gerenciamento de Projetos ganhou popularidade durante as últimas décadas em função de uma série de mudanças significativas no local de trabalho. Algumas destas mudanças incluem:

  • Processos de Downsizing (menos pessoas para fazer mais tarefas)
  • Projetos e serviços maiores e mais complexos
  • Competição global e feroz
  • Acesso à informação mais fácil através de amplas redes de comunicação
  • Clientes mais sofisticados que exigem produtos e serviços de maior qualidade
  • Crescimento tecnológico exponencial
  • Organizações multinacionais que buscam estabelecer práticas uniformes para gerenciar projetos


O Gerenciamento de Projetos está sendo aplicado em muitas indústrias hoje, da construção e sistemas de informação para assistência médica, serviços financeiros, educação e treinamento. Com esta expansão, as pessoas que dirigem projetos atualmente têm diferentes formações profissionais e acadêmicas, e trazem diferentes níveis de experiência como praticantes do Gerenciamento de Projetos. Para se prepararem para os papéis de gerente de projeto ou de integrante de equipes de projeto, os indivíduos devem assimilar uma compreensão básica dos processos e das áreas de conhecimento que são comuns a todos os projetos.

Fonte: Artigo publico no site do Capítulo PMI de Santa Catarina (http://www.pmisc.org.br/open.php?pk=46&id_ses=4)

Metodologias ágeis, tendências e opções


Por: Deodato Santos Cunha

O tema “Gestão de Projetos” é cada vez mais comentado nas empresas, a necessidade por uma gestão eficiente, estruturada e clara é crescente. Atualmente uma das palavras de ordem é “eficiência”. Eficiência é a capacidade de uma empresa/organização conseguir manter sua operação, com qualidade, e apenas com os recursos necessários. No artigo deste mês vamos falar sobre as duas principais metodologias ágeis existentes e suas aplicabilidades para apoiar tal gestão.
Para introduzir o assunto, segue abaixo o manifesto ágil, publicado em 2001:
“Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software, fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazerem o mesmo. Através deste trabalho, passamos a valorizar:

  • Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente
  • Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano

Continuando, vou descrever sucintamente os dois métodos ágeis mais conhecidos na área de desenvolvimento de software:

SCRUM

O Scrum é um processo de desenvolvimento iterativo, dinâmico e incremental para gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil de software. Scrum não é um processo prescritivo, ou seja, ele não descreve o que fazer em cada situação. Ele é usado para trabalhos complexos nos quais é difícil antecipar o planejamento, entregas do projeto ou os riscos do projeto. Apesar do Scrum ter sido destinado para gerenciamento de projetos de software, ele pode ser utilizado em uma abordagem geral de gerenciamento de projetos/programas.

Scrum é um framework que contém um conjunto de práticas e papéis pré-definidos. Os principais papéis são: o ScrumMaster, que mantém os processos (normalmente no lugar de um gerente de projeto), o Proprietário do Produto, ou Product Owner, que representa os stakeholders , o negócio e a equipe que é um grupo multifuncional que faz a análise, projeto, implementação e testes. 

Na prática o Scrum funciona da seguinte maneira, cria-se um product backlog que é uma lista de itens priorizados que precisam ser desenvolvidos (lista de requisitos). O product backlog é mantido pelo product owner, depois  cria-se o sprint backlog que é o detalhamento dos requisitos contidos no product backlog ao ponto de ser a referência do time de desenvolvimento. Após isso, é feito o planejamento do sprint (execução/desenvolvimento dos itens que estão no sprint backlog ),durante o sprint  ocorrem reuniões diárias, chamadas Daily Scrum, essas reuniões podem ocorrer no período da manhã, e são discutidas as tarefas executadas no dia anterior e as atividades do dia, recomenda-se que esta reunião dure no máximo 15 minutos.

eXtreme Programming ou XP

Programação extrema (do inglês eXtreme Programming), ou simplesmente XP, é uma metodologia ágil mais indicada para equipes pequenas e médias que irão desenvolver software com requisitos vagos e em constante mudança. Para isso, adota a estratégia de constante acompanhamento e realização de vários pequenos ajustes durante o desenvolvimento de software. Os cinco valores fundamentais da metodologia XP são: comunicação, simplicidade, feedback, coragem e respeito. A partir desses valores, possui como princípios básicos: feedback rápido, presumir simplicidade, mudanças incrementais, abraçar mudanças e trabalho de qualidade.

Dentre as variáveis de controle em projetos (custo, tempo, qualidade e escopo), há um foco explícito em escopo. Para isso, recomenda-se a priorização de funcionalidades que representem maior valor agregado possível para o negócio. Desta forma, caso seja necessário a diminuição de escopo, as funcionalidades menos valiosas serão adiadas ou canceladas.

A XP incentiva o controle da qualidade como variável do projeto, pois o ganho de curto prazo na produtividade, ao diminuir a qualidade, não é compensado por perdas (ou até impedimentos) a médio e longo prazo.

Concluindo, percebemos que os métodos ágeis estão sendo disseminados e cada vez mais empresas estão adotando. Como disse no começo do artigo, as empresas estão buscando eficiência, e os métodos ágeis buscam contribuir para esse aspecto.

Fonte: Publicado na e-News do PMI São Paulo em Junho de 2011.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Diferenciando Programas de Projetos


Por Clay Susini Aquino Junior, PMP

Um equívoco comum cometido pelos Escritórios de Gerenciamento de Projetos é conceber um Programa como Projeto ou vice e versa.

Em um primeiro momento esse tema parece soar sem importância, como se fosse apenas mais uma definição teórica e puramente conceitual, mas é a base para o fracasso real de inúmeros Projetos.
No Brasil e, principalmente, no setor corporativo privado, Projetos são erroneamente definidos como Programas apenas por serem grandes. Mas o tamanho é simplesmente a consequência, e não o motivo para um Programa existir.

Outras justificativas usadas para transformar conjuntos de Projetos em Programa são o aproveitamento da dinâmica comum de vários recursos e a existência de inúmeras frentes de trabalho com mais de um time. Realmente Programas possuem essas características, mas apenas como consequência de um fator maior: a concepção de uma idéia geradora de um benefício estratégico, dando origem a um conjunto de iniciativas independentes responsáveis por concretizar o benefício idealizado.

Um Programa, antes de se tornar um conjunto de projetos, nasce como uma idéia estratégica geradora de um benefício singular, sem a real certeza de que virá a se tornar dois, cinco ou dezenas de Projetos independentes. No momento de concepção do Programa, não sabemos ao certo o que deve ser feito para atingir o benefício idealizado, tampouco como fazer. Sabemos apenas que uma série de tarefas independentes gerará um benefício estratégico e único. E é comum um Programa, em plena execução, ainda gerar novos Projetos com o intuito de consolidar o benefício estratégico definido anteriormente.

Por sua vez, Projeto é um esforço pontual, menos abstrato. Por mais que um Projeto em sua fase de iniciação possua indefinição de escopo, tempo e custo, sempre temos em mente a principal entrega. Sabemos o “o que”. Apenas não sabemos ainda o “como”. E nesse contexto, para diferenciar um Projeto de um Programa, não importa o tempo, o custo e nem a quantidade ou interação entre os recursos.

Parafraseando o PMBoK (Project Management Body of Knowledge), do PMI (Project Management Institute), Projeto é um empreendimento temporário, com recursos limitados, que gera um resultado, produto ou serviço único. Já Programa é um conjunto de Projetos independentes que estão unidos e associados estrategicamente para geração de um benefício. Em um Programa, obviamente cada projeto possui um benefício próprio, afinal são independentes. Mas o benefício gerado pelo Programa é diferente dos benefícios individuais de cada Projeto. E esse benefício do Programa é geralmente pensado primeiramente e estrategicamente antes de ser criado o conjunto de Projetos.

Como exemplo, podemos citar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O Programa possui como objetivo construir infraestrutura logística e energética para sustentar o crescimento do País. O objetivo de um Programa sempre terá a característica de ser abstrato, pois na concepção da idéia só há a expectativa do benefício e não do objeto entrega. Não sabemos exatamente o que terá que ser feito para que o benefício seja obtido, tampouco como.

O Governo Federal dividiu o PAC em seis Subprogramas e duas Frentes de Trabalho. Os Subprogramas do PAC são: PAC Energia, PAC Habitação, PAC Cidade Melhor, PAC Comunidade Cidadã, PAC Água e Luz Para Todos e PAC Transportes.

Cada um desses Subprogramas possui vários Projetos. Por exemplo, o Subprograma Cidade Melhor possui o Projeto Construção Estação de Tratamento de Esgoto na Baixada Santista, o Projeto de Construção de Drenagem Urbana na Baixada Fluminense, entre outros. E há também os Projetos internos do Programa que não são expostos à população, como Projetos de marketing para promover o Programa em rádio, TV e Internet, Projetos de Desenvolvimento de Sistemas de Informação do Governo etc.

Outra característica dos Programas é a existência das Frentes de Trabalho. Em tradução livre do The Standard for Program Management do PMI, Programas incluem elementos de trabalho não contidos em nenhum de seus Projetos. Esses elementos são as Frentes de Trabalho, que atravessam os Projetos, não necessariamente todos, apoiando a integração necessária para o benefício único do Programa. Como exemplo, a auditoria interna poderia ser uma Frente de Trabalho do PAC. As ações de auditoria atravessariam os Projetos gerando o benefício de integridade do Programa como um todo. Mas oficialmente o PAC possui duas Frentes de Trabalho: Medidas Institucionais e econômicas e a outra é Desenvolvimento Econômico Social.

A construção de uma usina hidrelétrica, por exemplo, se idealizada unitariamente, é um Projeto. Mesmo que demore 10 anos para ser construída e mobilize bilhões de reais, continuaria sendo um Projeto, e não um Programa, pois o que foi idealizado é o produto de forma direta.

Essa usina poderia estar dentro do Programa de Aceleração do Crescimento, e seria completamente normal caso a usina não tivesse sido idealizada no momento da concepção do Programa, pois se pensou no benefício da Aceleração do Crescimento no Brasil, e não em todas as entregas palpáveis que concretizariam esse benefício.

Programas geralmente possuem fases futuras totalmente abstratas em escopo, tempo e custo, muito mais abstratas que as fases futuras de um Projeto. De maneira rotineira, Programas são subdivididos em fases ou subprogramas. A primeira fase constantemente possui projetos visualizados com mais clareza ou já em execução. E a as demais com a visualização apenas da percepção do benefício desejado.

Após toda essa exposição conceitual, ainda perdura a dúvida: qual o problema em confundir Projeto com Programa ou vice e versa?

Conceber e executar um Projeto como Programa não é tão grave, mas certamente criará na corporação uma imagem errada do que é Programa e a sensação de que gerenciar Programa é o mesmo que gerenciar Projeto. E caso a corporação comece a implementar o conceito de Programa, terá dificuldade em difundir o conceito correto.

Porém, será catastrófico executar um Projeto quando na verdade for um Programa. O “Projeto” sofrerá aumento de escopo e prazo constantemente e a corporação não entenderá o motivo, mas ocorre que o peso de uma idéia estratégica, que é abstrata, foi delineado para ser entregue em um único “Projeto”, que possui um molde pontual e bem mais objetivo que a fase inicial de um Programa. O titulado “Projeto” nesse caso, terá inúmeras fases e mais cedo ou mais tarde essas serão tão independentes uma das outras que possuirão entregas totalmente diferentes, autossuficientes e com objetivos próprios. Novas entregas começarão a ser criadas no decorrer do ciclo de vida e não serão bem aceitos pela corporação, pois serão concebidas como se fossem incrementos de escopo (scope creep) e causadoras de atraso, quando na verdade são novos Projetos, independentes, e que apenas agora se visualizou a necessidade estratégica de criá-los e assim solidificar cada vez mais a expectativa abstrata inicial. Essa sucessão de desastres costuma ocorrer quando se faz a gestão de um Projeto sendo na verdade um Programa.

Texto publicado na e-News do PMI São Paulo de dezembro de 2011

Sobre o autor: Clay Susini Aquino Junior é Gerente de Programas e Projetos da BM&FBOVESPA, certificado Project Management Professional (PMP), MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas, Bacharel em Sistemas de Informação com Ênfase em Planejamento Estratégico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, membro do PMI (Project Management Institute) e do IFPUG (International Function Point Users Group).

PMBOK 5th Edition: contribua com a revisão dos standards do PMI


Compartilhe sua experiência profissional colaborando com a revisão dos standards do PMI! Os drafts das novas versões de The Standard for Portfolio Management – Third Edition, The Standard for Program Management – Third Edition e do PMBOK Guide – Fifth Edition são disponibilizados para revisão pública antes da publicação definitiva. Confira abaixo as datas disponíveis para revisar e comentar cada um deles:

  • The Standard for Portfolio Management – Third Edition: até 14/01/2012
  • The Standard for Program Management – Third Edition: de 06/02 a 06/03/2012
  • PMBOK Guide – Fifth Edition: de 17/02/2012 a 20/03/2012


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Fonte: Site PMI São Paulo.